
Katherine
d’
Montpillier
Preludio e Historia visto pelo personagem.
Jogadora: Fernanda
Mestre: Alex
Cronica: Ressureição
O fim da minha vida começa de uma forma excitante e invejada por muitas pessoas; imagine ser imortalizado e poder gozar da vida eternamente, pois é, poucos tem esse privilegio e eu sou umas dessas poucas pessoas.
Me chamo Katherine de Montpillier, sou francesa ,22 anos, estilista.
Sempre fiz questão de fazer minhas próprias roupas e lançar sempre uma moda diferente, foi isso que chamou a atenção de uma pessoa, Valentina.
Lembro-me da minha ultima noite de vida, estava vendo as ultimas modas nas vitrines das butiques mais cobiçadas pelas piruás de VR City quando a conheci. Nos tornamos muito amigas e Valentina uma noite me perguntou, o que eu achasse se pudesse imortalizar minhas obras, no começo fiquei muito sem entender e disse que seria incrível saber que mesmo depois de morta pessoas continuariam usando minhas roupas, mais Valentina aprofundou o assunto e disse, imagina se você daqui a 200 anos pudesse ver e vivenciar isso. Fiquei pasma, na hora a única coisa que pensei foi em dar uma bela gargalhada, como se fosse possível eu estar viva daqui a 200 anos, Ela olhou profundamente nos meus olhos e disse, Por que não? Se eu já tenho muito mais que 200 anos... Ela se aproximou de mim e com um único olhar me deixou completamente facinada. Valentina me fez sentir algo que jamais senti, me fez imaginar coisas que ninguém jamais me faria imaginar, ela estava me “abraçando”, depois de sugar boa parte do meu sangue eu já estava praticamente desmaiada, foi quando vi que ela levou seu punho a boca e com um único movimento fez um corte nele, trouxe até minha boca, eu ainda estava consciente e tentei evitar, imagina eu ‘bebendo sangue’ mais foi algo que eu não consegui reter, aquele gosto, aquele sabor adocicado, deliciosamente quente, descia pela minha garganta como uma calda de caramelo; e assim eu morri, e novamente vivi.
Perdi minha vida social, perdi minhas manhãs ensolaradas, a companhia de meus pais e amigos, entrei em outro mundo, outra vida. No começo eu me revoltei, como ela se sentia na posição de tirar isso da minha vida, de me amaldiçoar desse jeito, mais no fim das contas acabei me acostumando, quem não sonharia em viver para sempre e ter tudo e todos aos seus pés a hora, minuto e momento que quisesse. Valentina me apresentou a várias pessoas como eu, e eu por minha vez achava que vampiros não existia, que ironia, minha família já era enorme e alem da minha, existia mais 11 familias. Valentina me apresentou a Glauber, outro Toreador como nós ele era um músico e que por fim também tinha uma pupila “chamamos de cria” Suzana Ivanovitch ela é uma musicista criadora de belas sinfonias.
Depois de alguns dias Valentina me comunica que teremos uma reunião no Elisio as 00:00pm.
Chegando lá, Valentina me apresentou aos Primogenos, Principe e Senescal que regiam nossa cidade, eu estava muito reclusa e sem saber o que fazer comecei a andar pelo lugar apreciando as obras de arte ali existente, Glauber me chama para conhecer sua cria, Suzana, é uma linda jovem, e muito talentosa por sinal, porém estava sentindo que por mais sofisticada e centrada ali não era meu lugar, eu nunca gostei de ficar em multidões nada além das minhas obras me chamava atenção, foi ai que Valentina tentou me integrar no grupo de vampiros ali presente, conheci Beijamim e sua cria Rebeca Krutií eles eram de outra família muito diferente de nós Toreadores; mais tinham seu charme em especial, percebi que naquele instante Rebeca foi hostil comigo ela e Suzana, bom não liguei até por que a presença de todos aqueles ali presentes não me fazia sentir melhor nem pior que ninguém.
O príncipe começa a falar, e eu dou graças a Deus com certeza aquela reunião já estava por acabar, mais não imaginava que o que estava por vir era algo tal cruel e despresível. Uma mulher de outra família sem autorização do príncipe veio a abraçar um humano transformando em vampiro, eles a destruíram na frente de todos nós e falaram que esse era o castigo a ser dado aqueles que não respeitam as regras da cidade governada por ele, o rapaz (a cria) estava desamparado sem ninguém para lhe ensinar seus privilégios como um ser morto, foi posto a pontapés para fora da mansão. Nada disso me chamava atenção, eu não ligava pelo que estavam fazendo com aqueles dois, até por que eu não os conhecia e nada mais importava, só estava pensando em voltar para minha casa e continuar a costurar um esplendido vestido.
Depois da destruição que presenciei no Elisio se passaram-se dois anos e eu já estava mais integrada a classe dominante da cidade, era amiga da Senescal e também esposa do príncipe costurava a maior parte das minhas noites, toda a grandeza vestia minhas roupas, ate mesmo os mais desprovidos, foi então que Victória (Senescal) pergunta a mim por que não fazer um evento de moda para lançar minhas novas coleções, e junto com o desfile por que não chamar Suzana para fazer a trilha sonora do ambiente.
Durante o mesmo tempo ouvi rumores de que uma pessoa muito famosa e rica estava para chegar na cidade a convite do Principe, eu não dei importância até porque já tinha outras coisas com que me preocupar. Este senhor que estava a vir trouxe com ele uma linda mulher que iria cantar no nosso evento, mais eu não imaginava o que estava por vir. Nessa mesma noite Glauber foi de encontro com sua morte final, uma pessoa tão maravilhosa e adorada como ele não merecia o que aconteceu, ele foi brutalmente assassinado teve uma estaca enfiado no peito e foi logo em seguida queimado dentro de seu próprio carro. Eu fiquei perplexa quem teria o sangue tão frio de fazer isso com uma pessoa que não mataria uma mosca.
Mais o pior estava por vir, enquanto acontecia o meu desfile, Suzana tocava e Monserrá encatava a todos com sua linda voz, Valentina desapareceu durante o evento. Fiquei muito preocupada e já não estava dando importância para tudo aquilo que estava acontecendo a não ser achar minha senhora, foi quando apareceu em minha frente um homem que não tenho palavras a suficiente para descrever sua beleza e encanto; Valentina já havia nos apresentado, mais eu nunca dei-lhe tanta importância que ele merecia, ele estava fabuloso na minha frente sem nenhum defeito, perfeito! Pablo Ramirez é seu nome, ele veio junto com aquele tão rico e respeitado senhor Hani Paxá. Não acreditei quando ele veio falar comigo num momento que eu já estava horrível, sem nenhuma forma de facina-lo, ele pergunta se estava tudo bem comigo, já não sabia o que responder, mais falo que não, não estava nada bem comigo, Digo que Valentina desapareceu durante o desfile, e ele me oferece ajuda e amparo.
Enfim o dia começa a surgir e nada de encontrarmos Valentina, o evento já tinha acabado e vejo que ficar ali tentando ajudar e só mesmo conseguindo atrapalhar não ajudaria em nada, então resolvo voltar para minha casa com a esperança de achar Valentina em casa. Nada, quando chego nenhum sinal dela, então resolvo me recolher.
Na noite seguinte toca meu telefone, atendo, era uns dos subordinados do príncipe requesitanto minha presença no Elísio com hora marcado. Então me arrumo e vou, quando chego lá tenho a terrível noticia de que Valentina fora destruída morta, acharam um de seus membros fora de seu corpo sem cabeça. Aquela noticia veio como uma rajada de fogo em mim, sentir que parte de mim havia morrido naquele momento, fiquei me perguntando o que Valentina faria ou tinha feito para merecer algo tão terrível, primeiro Glauber e agora ela, será que isso não vai parar nunca? E o príncipe continua dizendo coisas sobre a morte dela e por fim finaliza dizendo que tudo que Valentina conseguiu em vida seria passado para mim como sua única herdeira. Minha noite acabou, depois disso tudo voltei para nosso refugio e chorei, chorei a morte da única pessoa que me entendia e acolhia. Fiquei toda a noite no lindo quarto de Valentina lembrando de nossas vidas juntas.
Passado aquela terrível noite, eu tinha que andar agora com minhas próprias pernas, então resolvi visitar a loja que Valentina e eu tínhamos no shopping e avisar os funcionários que agora quem os ordenaria seria eu. Enquanto saia da loja resolvi andar por toda extensão do shopping e percebi que algo me chamou atenção. Logo no subsolo uma loja enorme com nome de Delong artigos e objetos indianos, achei incrível, mais continuei meu trajeto que era de voltar para casa.
Quando estava saindo lembrei que por ali existia uma biblioteca apenas para nós vampiros e resolvi ir ate ela. Cheguei lá e vi maravilhosos quadros pintado pelo fabuloso homem que conheci Pablo, assim que pus meus pés na biblioteca Cliff Martini o Primogeno toreador tinha sido resignado a auxiliar a mim e Suzana que por sua vez também tinha perdido seu Senhor. Eu não dei a mínima para Martini, apenas estava apreciando as belas imagens ali exposta; Ate que o próprio Martini percebe a minha desatenção pelo o que ele falava e me perguntou se eu queria conhecer melhor as obras e o próprio Pablo, eu logo respondi que sim afinal de contas que não queria uma pessoa como ele por perto, mesmo sem conhece-lo bem eu sentia que Pablo me passava a segurança que Valentina nunca conseguiu me dar. Mais digo a Martini que não naquela noite eu estava abalada com a morte de Valentina e o que mais precisava naquele momento era estar perto dela para sentir ela próxima de mim.
Então eu volto para minha casa e passo o resto da noite e o meu longo dia nela.
Na noite seguinte volto a biblioteca e fui procurar alguns livros para me distrair das noites entediadas, foi ai que vi pela primeira vez algo que me chamou atenção, tinha um rapaz, não pude ver direito mais era alguém pequeno lendo um livro, percebi que ele não parava de olhar para mim me deixando constrangida conforme ele ia me olhando eu me sentia cada vez mais vigiada. No mesmo momento quando me virei para ir até ele, ele já não estava mais lá, então fui até a recepcionista perguntar a ela quem era aquele rapaz que lá estava, e quando cheguei até ela, minha surpresa, ela dizia que por estar cedo demais eu fui a primeira pessoa a chegar na biblioteca aquela noite. Fiquei intrigada e voltei ao lugar para bisbilhotar um pouco, comecei a investigar qual livro aquela pessoa estava lendo, porque por mais que não fossa da minha conta eu queria saber quem era aquela pessoa que tanto olhava pra mim. Comecei a olhar nas estantes e vi que um dos livros estava desordenado e mal posto no lugar, foi então que peguei, e levei comigo para minha casa. Lá percebi que eu jamais poderia entender o que estava escrito pois era uma língua em árabe. Bom eu o deixei em minha casa bem guardado, ainda era cedo então eu fui até a inauguração da loja que tinha visto no shopping, já que se tratava de artigos indianos.
Eu não entrei na loja, fiquei do lado de fora apenas olhando, e para minha surpresa, adivinha quem eu vi dentro da loja, sim, Pablo; mais contive minha euforia e já estava de saída quando ele me convidou para entrar e conhecer a loja. Quando eu entrei vi que por ser uma inauguração ela estava vazia demais, Pablo segurou minha mão e disse que uma pessoa queria me conhecer, eu como uma pessoa muito educada fui com ele a sala ao lado.
Entrei e notei que havia um homem sentado de costas em uma cadeira na minha frente, ele me pediu que sentasse, Ramirez se sentou ao meu lado em um piscar de olhar a outra pessoa apareceu na minha frente com um olhar assustador porém intrigante, seus olhos eram como de cobras, uma íris completamente amarela e apenas uma fina listra preta no centro dos olhos, mais não era nada amedrontador a beleza daqueles olhos não me fazia sentir medo. Ele se apresentou como Hani Paxá, e falou que percebeu minha incrível curiosidade pelo livro que ele estava lendo na biblioteca, eu sorri, e disse, como você? Eu vi que alguém estava me olhando dentro da biblioteca mais não era ninguém com suas características, ele riu, e disse que com o tempo de vida que ele tem aprendeu a fazer coisas incríveis uma delas é tomar a forma de varias pessoas. Bom depois dessa conversa eu pergunto por que ele estava me olhando então, e por que quis me conhecer pessoalmente...
Foi então que ele começou a explicar seus propósitos na cidade e o interesse dele em mim.
Explicou sobre uma seita que ele era sacerdote e criador, algo que faria eles trazerem de volta a vida um tal de Sutheck eu estava sem entender, tudo o que ele me falava entrava em um ouvido e saia no outro. Ele me explicou, explicou e explicou passamos uma boa parte da noite naquela sala e ele me falava a respeito da seita. Hani Paxá viu que eu seria uma ótima ajudante para seus propósitos e ele disse que seria um ótimo ajudante nos meus propósitos se eu abraçasse a causa juntamente com ele e Pablo, eu falei que precisava pensar. Então ele me deu uma noite para responder a sua pergunta dizendo que aconteceria algo ruim pois agora eu sabia coisas que muitas pessoas não poderiam nem pensar em saber.
Eu apenas concordei acenando com a cabeça, me levantei e disse que na próxima noite eu lhe daria sua resposta.
Fui para a casa, pensando o que poderia acontecer comigo, se eu não aceitasse fazer parte dessa tal seita, quando cheguei em casa peguei o livro e tentei Lê-lo de qualquer jeito mas nada, eu não entenderia aquela língua nem que ficasse por séculos tentando ler sozinha, foi então que eu resolvi dar minha resposta para Hani. Afinal era algo que eu precisava saber a curiosidade já estava me corrompendo por dentro.
Passei aquele final de noite imaginando o que possa ser a seita, e os propósitos dele por sua causa, etc.
Pelo começo de noite, fiz meu desjejum me vesti com um dos melhores vestidos que tinha, me arrumei como uma princesa e fui para sua loja dar a tão esperada resposta, pelo caminho fui pensando nas possibilidades, nas causas e nos meus benefícios. Quando cheguei Hani e Pablo me esperavam na entrada da loja, com um sorriso cumprimentei-os e com o mesmo eles retribuíram.
Eles foram muito gentis comigo quando cheguei, mais para encurtar a conversa eu já logo disse minha resposta para ele. E de uma incrível rapidez eu me senti sonolenta e cansada,por fim quando acordei todos estavam sentados em volta do meu corpo morto esperando que eu despertasse. Todos eles, por que quando acordei não estava apenas Pablo e Hani Paxá no lugar, tinha uma moça negra com a pela machucada e de uma aparência deprimente, e outras duas pessoas que eu já havia visto dentro do Elísio, senhor Gatuso Giovanni e senhor Beijamin.
Hani segurava um baú nas mãos e eu estava despida coberta por uma seda branca. Eu não fazia idéia do que estava acontecendo quando Hani se levanta e diz que naquele baú estava meu coração, ele o ofereceu para que eu o guardasse comigo, mais eu ainda estava tonta, e acenei a cabeça negando a pergunta. Hani me explicou que aquilo não era um castigo que ele impôs a mim e sim uma forma para ele se assegurar que não existiriam traidores na nossa seita, Hani então me apresenta as pessoas que lá presente estava.
Nadja Hadaj uma Assamita, contratada para manter sua proteção. Gatuso e Bejamim, as pessoas que eu já conhecia. Ele e Pablo então me levam a um lindo quarto e disseram que eu precisava descansar e repor minhas energias. E o fim daquela noite eu passei lá, na mansão de Hani.
No começar da noite seguinte me levanto e percebo que não estava ninguém comigo naquele quarto. Então me visto com os trajes que lá estava, uma túnica, bem velha e fora de moda. Então começo a andar e olhar as paredes,as telas que lá tinha quando me deparo com Pablo sentado em uma mesa lendo um livro com a mesma escrita do livro que estava em minha casa, ele me chama e fala que já que eu estou dentro da seita agora preciso saber o que significa aquelas escrituras, então eu passo a noite toda com ele aprendendo a ler, escrever e interpretar aquelas palavras.
Passaram-se algumas noites e eu fui aprendendo a me defender usando meus poderes como vampiro, e também com força física, Pablo me iniciou nas artes de armas brancas, estou aprendendo a lutar esgrima.
Depois de muito tempo confinada na mansão de Hani, ele me designou uma missão junto com Nadja. Monserrá, a bela cantora que nos deu a graça de sua esplendida voz no dia do meu evento de moda fora destruída. Então Nadja e eu fomos ao local ver se achávamos provas. Ficamos por lá horas, e por fim descobrimos uma coisa horrível, usei meus poderes (auspícios) e vi que três noites passada Suzana e outra pessoa que eu não conheço atacaram Monserra e a mataram de uma forma torturante. Continuei a investigação e vi que Monserra também fazia parte da seita, e mais, achei uma das armas utilizadas para ferir ela. Najda e eu recolhemos as provas e ateamos fogo na casa para não deixar pistas que estávamos lá.
Imediatamente voltamos e entregamos tudo a Hani, inclusive toda as coisas que eu vi, Hani tem um poder incrível, entrou em minha mente e viu exatamente como eu. A partir daí, Suzana se tornou uma ameaça para nós, será que ela quer destruir as pessoas que fazem parte da seita? Será que ela também sabe do segredo? Fiquei com essa duvida na memória, e disse a Hani que o Maximo que podíamos fazer é ficar de olho nela ate porque, não temos motivo nenhum para matá-la, tirando o fato é claro dela ter destruído Monserra. Naquela mesma noite eu fui atrás de Suzana tentando achar alguma pista. Fiquei na porta do conservatório do outro lado da rua vigiando, cada pessoa que saia e entrava se tornava suspeito diante meus olhos pois eu não conhecia aquele ajudante assassino que estava com ela! Então eu vi uma pessoa, um rapaz, sua beleza não chamou minha atenção, mais o brilho em seus olhos me fez sentir medo, então eu vi a mais do que as pessoas vêem, vi a cor de sua alma, e por incrível que pareça, eu não pude ver, uma luz brilhante e forte me cegou por minutos, meus olhos sangravam e a dor corrompia meu corpo.
Quando a dor passou, me conectei telepaticamente com Hani e disse tudo o que haveria acontecido desde o momento que cheguei ao local, então Hani me pediu que tomasse cuidado, e claro eu redobrei o cuidado.
Passou-se mais ou menos umas duas horas e Suzana e o tal rapaz saíram do Conservatório, foi a minha deixa. Entrei no lugar como quem não quer nada e pedi para que umas das empregadas de Suzana a chamasse para mim, como se eu não soubesse que ela já mais não estava lá, então a empregada me avisa que Suzana acabará de sair. Assim que ela me falou isso eu percebi que já não tinha mais ninguém naquela casa, foi então que utilizei um dos meus poderes como vampiro, facinei todas, eram quatro empregadas aos meus pés, então vasculhei todo o subsolo do local, é o lugar onde Suzana se defende dos raios de sol, eu continuei vasculhando e olhando tudo, até que achei o quarto de Glauber, estava impecavelmente limpo, e para minha surpresa, tudo no quarto me lembrava a seita, seus espelhos, tapetes, objetos, tudo tinha o mesmo símbolo, o mesmo que esta estampado em meu braço e de todos que fazem parte da seita, fiquei me perguntando por que ele sabia daquele símbolo, foi então que encontrei um baú aberto, com papeis escrito em árabe, falava sobre a menina com a marca do dragão e sobre a historia de ressucitar Sutheck, recolhi tudo, tudo mesmo, só não levei o baú por que uma linda dama como eu não se sujeitaria a isso.
Quando cheguei na mansão de Hani, entreguei tudo a ele, mais ele ficou receoso, pois após minha saída da casa de Suzana suas empregadas se lembrariam que eu estive lá e as corrompi com meu poder, foi então que Hani voltou comigo no lugar, entrou e saiu mais rápido ainda dizendo que agora sim tudo estava de acordo.
Voltamos para mansão de Hani Paxá, e falamos sobre o que aconteceu naquela noite, minha ida na casa de Monserrá, e os planos dos outros. Ficamos lá até que chegasse a próxima noite.
Depois dessa noite aconteceram várias coisas que eu não vou citar pois não vem ao caso. Em uma certa noite que não me lembro especificamente a data, houve uma reunião na nossa seita, qual a noticia fora que Hani Paxa se ausentaria por alguns dias. Então eu decidi que naqueles dias eu ia procurar por Martini pois ele como Primogeno Toreador poderia me auxiliar no que fazer a respeito de Suzana, na verdade eu já estava com outros planos em mente doque só pedir auxilio mais enfim...fui até a biblioteca e falei com ele que eu sabia que Suzana havia cometido um crime horrendo, destruiu um membro! Meus planos era o seguinte, falar isso com Martini e depois falar com o principe, pois veja só, um primogeno acobertando uma neófita de um erro desses! Ele perderia seu posto e ela seria trucidada! Ótimo não?
Porém Martini queria provas, mais as únicas provas estavam em minha mente! Que jamais poderá ser vasculhada pelos bruxos, assim eles irão descobrir que eu faço parte de uma seita fora da Camarilla isso jamais!
Eu estou em um jogo duplo e tenho que agir com cautela se não quiser ser posta para tomar um banho de sol!
Bom a semente já foi plantada na mente de Martini, agora é só ver no que vai dar!!!
Nessa noite eu não fiz mais nada, apenas voltei para meu refugio e fiquei a pensar nas possibilidades de me tornar primogeno Toreador. Seria ótimo, dessa formo eu poderia dar mais informações a Hani Paxa!
Passando umas 3 noites, recebemos um comunicado de que toda a Camarilla se reuniria no Elísio para tratar de assuntos importantes. O príncipe estava fora da cidade então a Senescal Victoria Krull resolveu fazer uma reunião para avisar todos que ela estaria no poder. Lá chegando Eu e Ramirez logo nos afastamos um do outro para não haver nenhum tipo de boato, então encontrei a Senhorita Rebeca e a Senhorita Suzana lá, incrível, logo fui ate elas.
Rebeca estava fazendo milhares de perguntas sobre o evento do dia de morte de minha adorável Valentina e de Glauber... falava sobre Monserrá, se nós ainda tínhamos contatos com ela, essa pergunta foi direcionada a Suzana, a qual respondeu com aquela cara de pata choca dizendo que ” Não, eu não tenho contato com ela”, claro que não pensei, você a matou né! Quer contator maior que esse; então ela se vira para mim e pergunta se eu tinha... olha para Suzana e falo, não querida Rebeca, eu também não tenho contato com a adorável Monserrá.
Creio que Suzana pescou que foi uma indireta, diretamente fatídica, e Rebeca percebeu, mais logo me fiz de quem não sabe de nada e sair da conversa.
Fui até Victória levar o presente que fiz com tanto carinho, um dos casacos de pele do evento que passou, ela adorou! No meio da minha conversa com Victória, Beijamim acenou para mim e chamou-me para falar sobre alguma coisa, vendo a cena Ramirez também veio e nos lembrou de não ficássemos tão próximos em publico.
Logo isso, vi que Suzana recebeu uma ligação e ficou muito descontrolada com a noticia que ouviu no telefone, eu como uma dama, fui na direção dela, porem ela andava rápido para alcançar o elevador mais eu cheguei a tempo e perguntei se aconteceu alguma coisa com ela; e ela, mal educadamente diz que não me interessava. Coitada, mal sabe ela que guardo um segredo mortal sobre ela.
Bom depois dessa patada, eu subi, e voltei a festa, vi que Ramirez se divertia como nunca junto daquelas harpias. Então fui para um canto do salão e esperei que ele me visse e chamasse para irmos para casa.
Passaram-se umas duas noites e Victoria nos convoca novamente para irmos ao Elísio, tratar de uma reunião muito importante. Chegamos pontualmente as 22:00hs tratava-se de um comunicado a respeito de uma caçada de sangue imposta a o organizador do movimento anarquista, eu estava achando um saco, até porque imagina eu caçando alguém.
Assim que estávamos saindo avistamos um bando de pessoas fora do Elísio, eis que a caçada acaba de começar. Eu tentei sair da reta e ir para meu carro sair dali o mais rápido possível mais foi impossível, existiam muito deles e muitos vampiros presentes sedentos por destruição. Então não me restou outra opção ou eu ia tentar sobreviver, ou fugir e ir de encontro com a morte.
Empunhei meu florete e fui na direção de um deles. Até que um relâmpago me cegou os olhos e não pude fazer mais nada em pelo menos 20min. O clarão foi tão grande que feriu minha retina, estava sangrando, sorte que perto de mim estava Martini, o Primogeno Toreador que me ajudou nesse meio tempo...passado a cegueira eu tentei ir novamente encima de algum anarquista, porem aconteceu uma coisa que eu nunca havia sentido, algo com um desejo de destruição e sobrevivência tomou meu corpo de uma forma devastadora, usar aquele florete agora se tornou algo fácil, cortar pescoços, braços, tórax é magnificamente fácil pra mim.
Quando olhei para minha frente vi Suzana atacando qualquer um que passava em seu caminho, ate mesmo nós vampiros, fiz questão de sair de perto dela!
Fui fazendo minha parte, passando pelos cantos, meios e todas as partes e trucidando aqueles nojentos. Vi que a maioria dos Toreadores se reuniram no meio da rua então fui para perto deles e lá juntos usamos nossos poderes de facinação, nesse meio tempo os anarquistas ficaram completamente imobilizados e não nos atacaram, foi a deixa para os outros continuarem a carnificina.
Assim que acabou a caçada de sangue, todos nós voltamos ao normal e percebemos realmente o que acabara de acontecer, estávamos cobertos de sangue, tripas e tudo mais...foi terrível nunca havia visto algo tão massacrante.
Eis que quando estava voltando para o carro, avistei as roupas de Martini e um punhado de cinzas, não havia duvidas, era ele! Eu mesmo confeccionei aquele terno. Suzana já estava em prantos junto com os restos mortais dele, então fui na mesma direção e peguei um lenço que estava em seu bolso, foi a única recordação que me sobrou daquele magnífico homem.
Na mesma hora, uma presença devastadora tomou conta do espaço em que estávamos e quando olhei para cima lá estava ele, Lord Voldemort, o Regente da Capela Tremere. Não fazia idéia do que ele estava fazendo, então fui em direção de Pablo e voltamos para a mansão de Hani Paxa.
